Tarifa adicional dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira 22-07
Tarifa adicional de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor e amplia preocupação com exportações
Entrou em vigor nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Com a medida, o Brasil passa a figurar entre os países mais afetados pela política tarifária norte-americana, ficando atrás apenas da China.
A nova taxação foi anunciada após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da legislação comercial do país. Entre as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano estão alegações de que o sistema de pagamentos Pix favoreceria o mercado brasileiro em detrimento de empresas americanas e de que o desmatamento reduziria os custos da produção agrícola nacional.
O governo brasileiro contesta os argumentos e afirma que os índices de desmatamento têm apresentado redução nos últimos anos. Também sustenta que empresas americanas do setor de meios de pagamento continuam ampliando suas operações no Brasil e destaca que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o país.
A medida gera preocupação entre representantes da indústria e do comércio exterior. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que 20 dos 27 estados brasileiros já registraram queda nas exportações para os Estados Unidos neste ano. Já a Amcham Brasil estima que mais de US$ 11 bilhões em exportações possam ser impactados, valor equivalente a cerca de 26% das vendas brasileiras destinadas ao mercado norte-americano.
Entidades do setor produtivo alertam que a nova tarifa poderá reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, afetar investimentos e comprometer a geração de empregos em diferentes segmentos da economia.
Diante do cenário, o governo federal afirma que acompanha os desdobramentos da medida e estuda alternativas para minimizar seus impactos. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços deve se reunir com representantes do setor produtivo para discutir medidas de apoio às empresas afetadas e avaliar possíveis respostas à decisão dos Estados Unidos.
Fonte: blog do Valente
Foto: reprodução/ Molly Riley / White House

