Morre aos 101 anos Dona Joaninha da Cachoeirinha, uma das rezadeiras mais conhecidas de Mutuípe

Morre aos 101 anos Dona Joaninha da Cachoeirinha, uma das rezadeiras mais conhecidas de Mutuípe
Foto: Reprodução
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Morreu no início da tarde desta terça-feira (25), em Mutuípe, Joana Batista Sant’Ana, conhecida popularmente como Dona Joaninha da Cachoeirinha. Aos 101 anos, ela era uma das rezadeiras mais conhecidas do município e uma referência na preservação de conhecimentos tradicionais da comunidade.

Nascida em 26 de agosto de 1924, Dona Joaninha era filha de Fulgêncio Julião de Sant’Ana e Maria Felicidade de Sant’Ana. Segundo relatos da própria rezadeira, seus pais eram indígenas que deixaram o assentamento de Pedra Branca e foram acolhidos em uma fazenda próxima ao Riacho da Cruz.

Na década de 1950, após se casar com Romualdo Evangelista da Assunção, filho de Damião da Assunção e Heloísa Assunção, Dona Joana passou a viver na região conhecida como Cachoeirinha. O casal teve sete filhos.

Desde jovem, Dona Joaninha exerceu o ofício de rezadeira, atividade que manteve ao longo de décadas e que fez com que se tornasse uma figura conhecida e respeitada entre moradores de Mutuípe e da região.

Além das rezas, ela também realizava partos e acumulou conhecimento sobre ervas e práticas de medicina popular, saberes transmitidos e preservados ao longo de sua trajetória.

Sua atuação representava uma tradição comunitária baseada na transmissão oral de conhecimentos e na relação com práticas populares de cuidado. Para muitas pessoas, Dona Joaninha se tornou uma referência desses saberes no município.

Sua história também se conecta à memória das comunidades rurais de Mutuípe e às tradições mantidas por gerações, especialmente na região da Cachoeirinha.

O sepultamento de Dona Joaninha está previsto para a manhã desta quarta-feira (26), justamente na data em que ela completaria 102 anos.

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