Escritor baiano Ciro D’an lança primeiro romance em Salvador no dia 7 de novembro
O escritor, publicitário e poeta baiano Ciro D’an lança seu primeiro romance em Salvador no próximo dia 7 de novembro. A apresentação da obra Somos feitos da carne do mundo, publicada pela Editora Labrador, será acompanhada de uma sessão gratuita de autógrafos na Livraria Leitura do Shopping Paralela, das 16h às 18h. O evento é aberto ao público.
Lançado inicialmente na Bienal Internacional do Livro de São Paulo de 2026, o romance já está disponível em livrarias físicas e plataformas de venda online de todo o país. A chegada a Salvador marca o encontro do autor com o público baiano após a apresentação da obra na capital paulista.
Com 225 páginas, o livro aborda temas como crise climática, guerras, violência contra a mulher, direitos dos povos originários, devastação ambiental, fanatismo religioso e homofobia. Em uma narrativa ambientada em um cenário de contornos apocalípticos, Ciro D’an aproxima conflitos individuais de questões que atravessam a sociedade contemporânea.
A trama acompanha Raimundo, um homem indígena que deixa sua comunidade para viver em uma grande cidade brasileira. Ao longo da vida, ele enfrenta uma série de problemas de saúde e, já acamado e em estado de coma, narra os acontecimentos a partir de suas próprias memórias.
A outra personagem central é Vida, jornalista da maior rede de televisão do país. Ela enfrenta as pressões de uma rotina profissional marcada por pautas cada vez mais difíceis, além das violências que sofre no casamento.
Em determinado momento, os caminhos dos dois se cruzam. O encontro leva Vida a uma odisseia fantástica e, ao mesmo tempo, profundamente realista, na tentativa de salvar a vida de Raimundo. A partir daí, os destinos dos personagens são transformados, enquanto a narrativa amplia a reflexão sobre as escolhas individuais diante de problemas de alcance coletivo.
Ao aproximar experiências pessoais de questões globais, Somos feitos da carne do mundo combina poesia e lirismo com uma abordagem crítica de temas presentes no debate público. A obra propõe reflexões sobre a finitude humana, a relação entre sociedade e natureza e os limites das ações individuais diante de um mundo marcado por crises.
Segundo Ciro D’an, a escrita do romance foi uma forma de observar questões do presente e compreender como elas se manifestam na vida das pessoas. O autor destaca que, embora a história seja ficcional, os conflitos vividos pelos personagens mantêm relação com situações da realidade.
“Escrever este romance foi uma forma de olhar para questões que atravessam o nosso tempo e tentar compreender como elas se manifestam na vida de cada pessoa”, afirma.
O escritor também ressalta o significado pessoal de apresentar o livro em Salvador, em um reencontro com a Bahia e com o público de sua origem. Para ele, a expectativa é que a leitura estimule reflexões e abra espaço para conversas que continuem mesmo após o fim da narrativa.


