Entre a frustração e acenos: terceira via avalia derrota e se posiciona para o segundo turno

Entre a frustração e acenos: terceira via avalia derrota e se posiciona para o segundo turno
Candidatos à Presidência de 2026. — Foto: Agência O Globo
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Os candidatos que ficaram fora do segundo turno da eleição presidencial de 2026 começaram a definir suas posições diante da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). As manifestações foram distintas: enquanto Romeu Zema (Novo) declarou apoio ao candidato do PL, Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que ainda discutirá o posicionamento com seu partido. Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) descartaram declarar apoio a qualquer um dos dois candidatos.

As declarações ocorreram após a confirmação de Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno. Os candidatos que ficaram fora da disputa também fizeram avaliações sobre suas campanhas e os resultados obtidos no primeiro turno.

Zema anuncia apoio a Flávio Bolsonaro

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato pelo Novo, afirmou após a apuração que considerava positivo o desempenho da direita. Com 99,99% das urnas apuradas, ele registrava 0,27% dos votos.

Inicialmente, Zema declarou que se posicionaria contra o PT no segundo turno. Nesta segunda-feira (5), porém, formalizou o apoio a Flávio Bolsonaro.

Segundo o candidato, ele não pretende permanecer neutro na disputa. Ao anunciar seu voto, afirmou que votará contra o PT e em Flávio Bolsonaro.

Zema também comemorou o desempenho do Novo nas eleições e afirmou que o partido havia atingido os requisitos da cláusula de barreira com a eleição de senadores e deputados federais.

Caiado vai consultar o PSD

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD, adotou uma posição diferente. Ele afirmou que pretende conversar com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, antes de definir qual candidato apoiará no segundo turno.

Ao avaliar sua campanha, Caiado afirmou que deixa a disputa com orgulho do trabalho realizado e das propostas apresentadas durante a corrida presidencial. Ele também criticou a falta de debates e classificou a eleição como “atípica”.

Caiado declarou ainda que pretende continuar atuando na política e apoiar integrantes de sua base em Goiás, incluindo o governador eleito Daniel Vilela e Gracinha Caiado, eleita para o Senado.

Augusto Cury descarta apoio

Terceiro colocado na eleição presidencial, Augusto Cury (Avante) também decidiu não declarar apoio a nenhum dos candidatos que avançaram para o segundo turno.

Com 99,99% das urnas apuradas, Cury havia recebido 3.429.197 votos, equivalentes a 2,89% do total.

O escritor e médico afirmou que seu projeto político não termina com a eleição e disse que não pretende fazer carreira política. Durante a campanha, Cury buscou se apresentar como uma alternativa à polarização.

Ele também defendeu a continuidade de propostas apresentadas durante a campanha, como o fim da reeleição presidencial, mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal e a adoção do semipresidencialismo.

Renan Santos libera eleitores para escolher

Renan Santos, candidato pelo Missão, afirmou que o resultado do primeiro turno ficou abaixo de suas expectativas. Com 99,99% dos votos apurados, ele aparecia em quarto lugar, com 2.656.451 votos, correspondentes a 2,24% do total.

O candidato afirmou que não apoiará nenhum dos nomes que disputam o segundo turno, mas liberou sua militância para escolher como votar.

Durante a campanha, Renan apresentou uma agenda de direita e buscou construir uma identidade própria em relação ao bolsonarismo. Após a votação, porém, afirmou que não existe direita no Brasil sem Bolsonaro e avaliou que Flávio Bolsonaro deverá vencer o segundo turno.

Com as manifestações, os candidatos que ficaram fora da disputa presidencial passaram a adotar estratégias diferentes diante do segundo turno, que será disputado entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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