Eduardo Paes acusa Garotinho de articulação para eleger Douglas Ruas no “tapetão”

Eduardo Paes acusa Garotinho de articulação para eleger Douglas Ruas no “tapetão”
Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro, votou em São Conrado, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo
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O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes acusou, em vídeo divulgado após a eleição, a existência de uma articulação para impedir a realização de um eventual segundo turno na disputa pelo Palácio Guanabara. Segundo Paes, a estratégia envolveria o ex-governador Garotinho e o candidato do PL, Douglas Ruas.

As afirmações foram feitas pelo próprio candidato, que disse ter denunciado desde o início da campanha uma suposta estratégia para favorecer a candidatura de Ruas. Paes afirmou que sua campanha havia recorrido à Justiça para questionar a participação de Garotinho na eleição, citando processos e condenações, mas que a candidatura foi mantida e ele participou inclusive dos debates.

De acordo com Paes, um dia após a votação, Garotinho teria declarado sua inelegibilidade ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que, segundo a interpretação apresentada pelo candidato, poderia levar à anulação dos votos recebidos por ele e favorecer a declaração de Douglas Ruas como vencedor, sem a realização de um segundo turno.

“O próprio Garotinho decidiu se declarar inelegível ao TSE, para os votos dele serem anulados e o Douglas Ruas ser declarado vencedor. Ou seja, impedir que o segundo turno aconteça”, afirmou Paes.

O candidato classificou a situação como uma suposta interferência no processo eleitoral e disse que a medida representaria uma tentativa de retirar dos eleitores o poder de decidir a disputa em segundo turno.

Paes também afirmou que a movimentação teria sido planejada e voltou a mencionar denúncias feitas por sua campanha durante o período eleitoral.

Durante o pronunciamento, Eduardo Paes dirigiu críticas diretamente a Douglas Ruas e o desafiou a participar de um debate sobre os problemas e propostas para o estado do Rio de Janeiro.

O candidato também questionou uma eventual relação política entre Ruas e Garotinho e pediu explicações sobre possíveis acordos que, segundo sua acusação, poderiam estar relacionados à estratégia eleitoral.

Paes ainda fez questionamentos sobre o patrimônio de Douglas Ruas e sua trajetória política, afirmando que pretende esclarecer o que classificou como uma articulação entre os grupos envolvidos.

As declarações, contudo, foram apresentadas por Paes como acusações políticas. O conteúdo do pronunciamento, por si só, não comprova as alegações feitas pelo candidato.

Em outro trecho do vídeo, Eduardo Paes citou os ex-governadores Wilson Witzel e Cláudio Castro, afirmando que ambos também tiveram apoio de Garotinho em suas trajetórias políticas.

Paes relacionou ainda sua crítica a um episódio envolvendo o Ceperj, mencionado por ele como um esquema que teria movimentado recursos públicos para favorecer a reeleição de Castro. No pronunciamento, o candidato afirmou que o caso teria envolvido cerca de meio bilhão de reais e criticou o tempo levado para o julgamento.

Sem apresentar novos documentos ou provas no vídeo, Paes utilizou essas referências para sustentar sua avaliação de que haveria uma tentativa de retomada do controle político do estado por grupos tradicionais.

Ao final, o candidato afirmou esperar que a decisão dos eleitores seja respeitada e defendeu a realização do segundo turno. Também convocou Douglas Ruas para um debate direto sobre o futuro do Rio de Janeiro.

“Eu espero de verdade que a decisão do povo do Rio de Janeiro seja respeitada, que haja segundo turno”, declarou Paes.

O candidato encerrou o pronunciamento afirmando que pretende continuar na disputa e classificando sua estratégia como uma reação ao que considera uma tentativa de interferência no resultado eleitoral.

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