Mercado do boi gordo encerra semana com queda nas cotações em diversas regiões do país
O mercado pecuário brasileiro encerrou a semana sob pressão de baixa, com recuo nas cotações do boi gordo em importantes praças de comercialização. Nesta sexta-feira (28), em Araçatuba e Barretos, no interior de São Paulo, o preço do boi gordo acumulava queda de 1,4% na semana, chegando a R$ 342 por arroba.
No mesmo período, o chamado “boi China”, destinado ao mercado externo e que atende a requisitos específicos de exportação, registrou queda acumulada de 1,7%, para R$ 344 por arroba nas duas praças de referência.
As fêmeas também apresentaram redução nos preços, embora em ritmo considerado moderado diante da menor disponibilidade desses animais. A cotação da vaca caiu 0,9%, para R$ 322 por arroba, enquanto a novilha recuou 1,5%, também para R$ 322.
Apesar das quedas acumuladas ao longo da semana, o cenário observado nesta sexta-feira indicava maior estabilidade na maioria das regiões acompanhadas pela Scot Consultoria.
Das 33 praças monitoradas, 30 mantiveram os preços do boi gordo estáveis. Foram registradas altas apenas em Belo Horizonte (MG), no norte de Minas Gerais e em Marabá (PA).
Segundo a Scot, a oferta controlada de animais e a postura firme dos pecuaristas ajudaram a limitar a pressão baixista que vinha sendo observada desde segunda-feira (24).
Do lado da demanda, os frigoríficos mantiveram uma postura mais seletiva, realizando compras de forma moderada. Esse comportamento contribuiu para manter o mercado relativamente equilibrado no encerramento da semana.
Nos dois últimos dias da semana, entretanto, a procura por boiadas apresentou aumento. A movimentação está relacionada à necessidade das indústrias de manter escalas de abate abastecidas para o início da próxima semana e para o mês de setembro.
Frigoríficos que vinham indicando valores abaixo das referências de mercado passaram a elevar suas ofertas diante da dificuldade para concretizar negócios.
A combinação entre oferta limitada e necessidade de reposição dos frigoríficos reduziu a intensidade da pressão de baixa no fechamento da semana, mesmo após os recuos acumulados nas principais praças.
O comportamento do mercado nos próximos dias deverá depender da evolução da oferta de animais, do ritmo de compras das indústrias e da capacidade dos vendedores de manter uma postura firme nas negociações.
Fonte: Globo Rural


