Movimentos sociais protestam contra aumento da tarifa de ônibus em Salvador
Juventudes e movimentos sociais realizaram, na tarde desta sexta-feira (9), um ato de protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em Salvador. A mobilização ocorreu na Estação da Lapa, um dos principais pontos de circulação da capital baiana, reunindo representantes de entidades sindicais, partidos políticos e movimentos populares.
O reajuste elevou o valor da passagem de R$ 5,30 para R$ 5,60 e está em vigor desde o dia 5 de janeiro. A decisão foi anunciada durante o período de festas de fim de ano promovidas pela Prefeitura e, segundo os manifestantes, impacta diretamente o orçamento da população mais vulnerável, como estudantes, trabalhadores e usuários do transporte público.
Durante o ato, lideranças sindicais criticaram a ausência de políticas públicas voltadas à redução do custo do transporte coletivo. A presidenta da CUT Bahia, Leninha Valente, afirmou que Salvador passou a ter a tarifa de ônibus mais cara do Nordeste.
“Enquanto o metrô é subsidiado pelo Governo do Estado, o transporte sob responsabilidade da Prefeitura foi reajustado sem qualquer sensibilidade social. As famílias já enfrentam dificuldades para sobreviver e ainda são penalizadas com um transporte cada vez mais caro, quando a Prefeitura poderia subsidiar o sistema”, declarou.
O secretário de Comunicação da CUT Bahia e diretor do Sindae, Orlando Santos, também criticou a forma como o reajuste foi implementado, classificando a medida como unilateral.
“O aumento foi decretado de forma monocrática, acima da inflação e sem passar pela Câmara de Vereadores. Trinta centavos a mais pesam no bolso de quem depende do transporte diariamente. Com esse reajuste, Salvador passa a ter uma das tarifas mais caras do Brasil”, destacou.
Representantes de partidos políticos também participaram da manifestação. A presidenta do PT Salvador, Ana Carolina, ressaltou a importância da mobilização unificada dos movimentos sociais e da classe trabalhadora.
“Estamos construindo uma oposição forte contra esse pacote de maldades que atinge diretamente quem vive do trabalho”, afirmou.
Já o vereador do PSOL, Hamilton Assis, defendeu mudanças estruturais no modelo de financiamento do transporte público e cobrou maior transparência da gestão municipal.
“Defendemos a tarifa zero, mas a Prefeitura alega falta de recursos enquanto subsidia empresários. Dinheiro existe. O que falta é transparência para debater os custos reais do sistema”, disse.
Ao final do ato, os organizadores reafirmaram que seguirão mobilizados em defesa do direito à mobilidade urbana e contra o alto custo do transporte público em Salvador.
Fonte: CUT Bahia


