Especialista alerta para aumento do risco de DSTs durante o Carnaval
Com a aproximação do Carnaval, período marcado por festas, blocos de rua e intensa interação social, o debate sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) volta a ganhar destaque. Em meio à animação da folia, especialistas reforçam que o uso do preservativo continua sendo a principal forma de proteção contra infecções.
Em reportagem realizada pelo Portal Conceito em Mutuípe, moradores relataram que, apesar da empolgação característica do período, a falta de cuidado pode trazer consequências posteriores. “Na hora, a pessoa não pensa, mas o problema só vem depois. Tem que pensar antes”, afirmou um dos entrevistados.
O Carnaval é um momento de descontração e encontros, o que pode aumentar a exposição a riscos. No meio dessa animação toda, um cuidado não pode faltar: a prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis.
Entre os entrevistados, a percepção é de que o aumento das relações ocasionais durante a festa exige maior atenção. “É um período de muita alegria e calor, em que as pessoas tendem a se envolver mais. Por isso, é necessário relembrar a importância do uso do preservativo”, afirmou uma participante da reportagem.
A ginecologista Patrícia Marques explicou que algumas das DSTs mais comuns incluem o HPV, o herpes genital e o HIV, além de infecções bacterianas como clamídia, gonorreia e micoplasma, que podem gerar complicações como infertilidade. Segundo a especialista, algumas dessas infecções não têm cura, reforçando a importância da prevenção.
“O preservativo deve ser usado do começo ao fim da relação íntima. Essa é a principal forma de proteção”, alertou a médica.
Além do uso da camisinha, entrevistados também ressaltaram cuidados relacionados à segurança pessoal, como evitar o consumo de bebidas oferecidas por desconhecidos e respeitar limites e consentimento.


