Em entrevista, ginecologista Patrícia Marques esclarece impactos do lúpus e fibromialgia na saúde da mulher

Em entrevista, ginecologista  Patrícia Marques esclarece impactos do lúpus e fibromialgia na saúde da mulher
Foto: Léo Xavier

A ginecologista obstetra Patrícia Marques esclareceu, em uma entrevista ao quadro ISA+ explica, como o lúpus, doença autoimune crônica que leva o sistema imunológico a atacar tecidos do próprio corpo e a a fibromialgia, caracterizada por dor musculoesquelética difusa e  persistente, frequentemente acompanhada de fadiga, distúrbios do sono e alterações cognitivas, podem impactar a saúde ginecológica e reprodutiva das mulheres. Segundo a especialista, a condição exige acompanhamento contínuo e planejamento cuidadoso, sobretudo quando há desejo de engravidar.

De acordo com Patrícia Marques, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com lúpus são mulheres, principalmente entre 15 e 45 anos. A predominância feminina, explica, pode estar associada à influência hormonal, especialmente do estrogênio.

Patrícia, que lida com as duas doenças, destacou que o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento foram determinantes para manter qualidade de vida e seguir exercendo a profissão. “É possível viver bem, desde que haja acompanhamento regular e disciplina no tratamento”, afirmou durante a entrevista.

Questionada sobre a possibilidade de gravidez, Patrícia Marques afirmou que a gestação é viável, mas deve ser planejada. “O ideal é que a mulher esteja com a doença controlada por pelo menos seis meses antes de engravidar”, explicou. A especialista ressaltou que o pré-natal é considerado de alto risco e deve ser conduzido de forma integrada entre obstetra e reumatologista.

Entre os possíveis riscos citados na entrevista estão hipertensão, pré-eclâmpsia, parto prematuro e complicações renais. A médica também alertou que pacientes com anticorpos antifosfolípides apresentam maior risco de trombose e perdas gestacionais, exigindo monitoramento rigoroso.

Outro ponto abordado foi o uso de anticoncepcionais. Segundo Patrícia Marques, a escolha do método deve ser individualizada. Em mulheres com maior risco de eventos trombóticos, métodos com estrogênio podem não ser indicados, sendo consideradas alternativas à base de progesterona ou dispositivos intrauterinos.

Patrícia Marques enfatizou que informação, acompanhamento multidisciplinar e suporte emocional são pilares no enfrentamento do lúpus e da fibromialgia. A combinação entre experiência pessoal e atuação profissional, segundo ela, reforça a importância de olhar integralmente para a saúde da mulher.

 

← Voltar

Agradecemos pela sua resposta. ✨

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *