Prefeito de Amargosa defende mobilização dos municípios diante do aumento dos cachês no São João
Nos últimos dias, a alta nos cachês cobrados por artistas para os festejos juninos ganhou destaque na imprensa baiana e entrou na pauta de discussão entre prefeitos do estado. O tema foi debatido na União dos Municípios da Bahia (UPB), em reunião realizada na última sexta-feira (30), entre prefeitos, Ministério Público e associações de municípios do Nordeste, que defendem o diálogo com órgãos de controle e uma mobilização conjunta das prefeituras para conter os valores e garantir a realização das festas tradicionais.
À frente de um dos maiores São João da Bahia, o prefeito de Amargosa, Getúlio Sampaio, também se manifestou sobre o assunto. No segundo ano de gestão, ele reforçou a importância de fazer uma grande festa e, ao mesmo tempo, garantir responsabilidade com os recursos públicos.
Amargosa chega a atrair cerca de 400 mil pessoas durante o período junino e, em 2025, ganhou destaque na mídia por fazer uma programação voltada ao forró, com aproximadamente 90% das atrações do gênero na grade principal. Segundo o prefeito, o compromisso com a tradição seguirá em 2026. “Nosso São João tem história e compromisso com a cultura. Valorizamos o forró e continuaremos seguindo esse caminho”, destacou Getúlio.
Sobre os valores considerados elevados cobrados por produtoras e artistas, o prefeito defendeu uma articulação coletiva entre os municípios que realizam grandes festejos juninos. “Se não houver uma mobilização conjunta das prefeituras, especialmente das cidades com tradição em grandes festas juninas, o modelo atual pode se tornar inviável. É preciso diálogo, responsabilidade e equilíbrio para que o São João continue acontecendo sem comprometer os cofres públicos”, afirmou.
Para Getúlio Sampaio, o debate é necessário e urgente, garantindo que as festas juninas sigam fortalecendo a cultura local, movimentando a economia e respeitando o bom uso dos recursos.
Ascom Amargosa


