Produtores de Cacau do Vale do Jiquiriçá protestam em Ilhéus contra queda no preço do cacau e importações

Produtores de Cacau do Vale do Jiquiriçá protestam em Ilhéus contra queda no preço do cacau e importações
📸 Foto: Eder Vilas Boas

Produtores, comerciantes e lideranças políticas realizaram uma manifestações nesta semana, em Ilhéus, o Projeto de Lei nº 125/2021, que facilita a importação de cacau africano. Segundo representantes do setor, essas medidas ampliam a pressão sobre os preços internos e comprometem a sustentabilidade da produção local.

Júlya Monteiro, repórter do Portal Conceito acompanhou os protestos diretamente de Ilhéus, ouvindo produtores, lideranças políticas e representantes do setor agrícola.

O ato contou com a presença de lideranças do município de Mutuípe, entre elas os vereadores Flávio Sampaio, Erasmo, Valneide Cardoso e Dalva, além do secretário municipal de Agricultura, Gil, do diretor de Associativismo e Cooperativismo, Gildásion Alves, da diretora do SINTRAF de Mutuípe, Mariza Paraíso, e de lideranças de associações rurais, como Damiana Martins, além de agricultores familiares da região.

Também participaram da mobilização prefeitos de diversos municípios baianos, incluindo Jiquiriçá, Wenceslau Guimarães, Gandu, Teolândia, Ibirataia, Ilhéus, Uruçuca e Itabuna. O ex-prefeito de Mutuípe, Digão, também esteve presente no ato.

Ao final da manifestação, foi formada uma comissão composta pelos prefeitos presentes, com o objetivo de dialogar com o Governo do Estado sobre alternativas para o setor e solicitar a derrubada do Projeto de Lei nº 125/2021, apontado pelos produtores como um dos fatores que contribuem para o aumento das importações e a desvalorização do cacau produzido no Brasil.

Os manifestantes defendem a adoção de políticas públicas que garantam preços justos, proteção ao produtor nacional e sustentabilidade econômica para a cadeia produtiva do cacau, considerada estratégica para a economia regional.

A queda no preço do cacau já provoca impactos diretos na economia do Vale do Jiquiriçá e de outras regiões produtoras do sul da Bahia. Após um período de valorização histórica, a amêndoa passou por uma forte correção nos últimos meses, reduzindo de forma significativa os valores pagos aos produtores rurais.

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