Prefeito Rodrigo Manga é afastado do cargo durante operação da PF

Prefeito Rodrigo Manga é afastado do cargo durante operação da PF
Prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos) — Foto: Mike Adas/TV TEM

O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), foi afastado do cargo por 180 dias, por decisão judicial, nesta quinta-feira (6). A medida foi tomada durante a segunda fase da Operação Copia e Cola, conduzida pela Polícia Federal (PF), que investiga supostos casos de corrupção na área da saúde municipal. O vice-prefeito Fernando Neto (PSD) assumiu interinamente a prefeitura.

O afastamento, expedido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), foi solicitado pela PF com o objetivo de evitar possíveis interferências nas investigações, como destruição de provas ou continuidade das práticas sob apuração. Segundo o presidente da OAB de Sorocaba, João Paulo Milano, trata-se de uma medida cautelar temporária, sem implicar perda definitiva de mandato.

A ação desta quinta-feira incluiu sete mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas, além do bloqueio de R$ 6,5 milhões em bens de investigados. Entre os presos está Marco Silva Mott, empresário e amigo do prefeito, acusado de atuar como lobista e de lavar dinheiro em contratos públicos.

Em nota, a prefeitura informou que Fernando Neto assume o comando da administração municipal até que as investigações sejam concluídas, garantindo a continuidade dos serviços públicos.

Nas redes sociais, Rodrigo Manga comentou o afastamento e sugeriu que estaria sendo alvo por motivações políticas. O prefeito, que ganhou notoriedade como o “prefeito tiktoker” por sua atuação nas redes sociais, afirmou que “tentam tirá-lo do jogo por estar aparecendo demais”.

A Operação Copia e Cola teve início em abril deste ano, com foco em uma suposta organização criminosa envolvida em desvios de recursos da saúde via Organizações Sociais (OS). A segunda fase ampliou o número de investigados e mapeou novos contratos suspeitos.

Na Câmara Municipal, o vereador Raul Marcelo (PSOL) classificou o afastamento como um passo importante para permitir novas investigações e facilitar a abertura de uma CPI sobre irregularidades na saúde. O presidente da Casa, Luís Santos (Republicanos), afirmou que a situação será acompanhada pela Justiça e que a prioridade é manter o funcionamento regular da administração durante o afastamento.

Rodrigo Manga, eleito em 2020 e reeleito em 2024, é formado em marketing e ganhou projeção nacional ao utilizar as redes sociais como principal ferramenta de comunicação. Sua popularidade, entretanto, tem sido acompanhada por críticas e questionamentos do Ministério Público sobre a divulgação de informações nas plataformas digitais.

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